Alfredo Marceneiro e os seus descendentes

 

 

 

 

 

Marceneiro foi pai de cinco filhos, quatro rapazes e uma menina

 

Seu primeiro filho Rodrigo Duarte,  era mecânico  de bicicletas e foi dono duma oficina em Campolide (onde hoje é o Restaurante numero Um), nunca cantou o fado, apesar de ter sido sócio do pai no "Solar do Marceneiro" na Calçada de Carriche como já foi referido. No entanto era um excelente bailarino de dança de salão, frequentador assíduo dos 'Alunos da Apolo' em Campo de Ourique. Deu-lhe a sua primeira neta, a Ortelinda, que por sua vez lhe deu três bisnetos.

 

O seu segundo filho, Esmeraldo Duarte, tinha a profissão de tipógrafo. Cantava o Fado para grupos de amigos ou em festas particulares. No seu jeito de cantar notam-se-lhe as influências do pai. Deu-lhe um neto, o Carlos, e este deu-lhe uma bisneta.

 

O seu terceiro filho Carlos Duarte foi funcionário na extinta Sociedade Geral, e cantou o Fado apenas como amador, situação que fazia questão de acentuar. Era frequentador assíduo de retiros de fado amador, locais onde era muito considerado, sendo unânime a opinião de todos quantos o escutavam, de que era um grande intérprete de fado. Escreveu também alguns poemas por ele próprio interpretados e, infelizmente, faleceu prematuramente num desastre de viação. Deu-lhe quatro netos a Judite Amélia, que lhe deu um bisneto, o Valdemar, que lhe deu dois bisnetos o Alfredo Rodrigo, que lhe deu um bisneto e o António Joaquim que lhe deu quatro bisnetos.

Carlos Duarte no dia 7 de Março de 1964 é convidado e faz parte com a Maria da Fé do 'Programa Especial do 7º aniversário da RTP', no mesmo ano foi convidado para gravar um EP um disco com quatro fados na editora Valentim de Carvalho e é de realçar como a produtora do disco o apresenta na sua contracapa.

O seu quarto filho Alfredo foi o único que fez do Fado a sua profissão, adoptando o nome artístico de Alfredo Duarte Júnior. Ao contrário do que se possa pensar, por ser filho de quem era, nem tudo lhe foi fácil, pelo que cedo sentiu a necessidade de criar um estilo próprio, dando às suas interpretações um cunho muito pessoal, com um certo ar gingão. Apelidado por " o Fadista Bailarino", grangeou grande popularidade. Deu-lhe um neto, o Vitor Manuel .

 

Sua filha, Aida Duarte, não canta o fado mas conhece melhor que ninguém as obras do pai. Quis o destino que não lhe desse nenhum neto, mas esteve sempre ao pé do pai e da mãe até ao último suspiro de ambos.

 

O neto, Valdemar Duarte não fugiu à influência do avô e do seu próprio pai e esteve algum tempo a actuar no Retiro da Cesária, em Alcântara. Agradou a quem o ouviu, mas cedo seguiu outra actividade.

 

O neto Vitor Duarte , começou a cantar como amador no Galito e no Arreda, em Cascais, e mais tarde na Cesária e no Timpanas, em Alcântara.

Tem uma primeira experiência como profissional ao ser convidado para a inauguração da reabertura, em 1970, do Luso e mais tarde na Adega Machado, mas sempre como segunda ocupação profissional.

Grava para os Discos Estúdio e para a editora Valentim de Carvalho, a solo e em dueto com o avô.

É frequentador assíduo das Casas de Fado e muitas vezes solicitado para cantar.

O futuro nos dirá se, nas gerações que se seguirão, aparecerá algum descendente que venha a cantar o Fado, dando continuidade à perpetuação do nome e da obra de Alfredo Duarte, para todos o "Marceneiro".